terça-feira, 27 de setembro de 2011

When I grow up

Quando eu crescer eu quero ser exploradora. Quero velejar os oceanos mais distantes e entregar ao mundo todo o meu ser. Vou inventar prazeres que ninguém jamais sentiu... E eles serão inatingíveis – menos por mim. Eu quero uma liberdade sem nome, sem cor, sem direção ou destino. Quero extravasar todos os limites que a matéria me impõe e viajar nos abismos dos meus pensamentos mais bonitos. Quero sentir os grãos de areia, ouvir os pássaros cantarem e as buzinas atrapalharem o meu sono. Penso nos abraços que ganharei e nas lágrimas que vou derrubar. E então eu me contenho. É pura ilusão de uma alma cansada dos desapegos da vida real e de encarar que já cresceu e de que o copo já se esvaziou; de uma alma que não sossega. Porque na verdade minha gravidade me esmaga dentro de mim mesma e nada (não) faz sentido algum... A inquietude dos meus sonhos não me deixa mais despertar, ou viver. Passado, presente, futuro... Paradoxos do tempo e do espaço que me comovem a ponto de me fascinarem e me destruírem.
Onde foi parar a vida?
Quando eu crescer eu quero ser exploradora (Pra poder encontrá-la.)