terça-feira, 21 de dezembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Na órbita das inspirações
Se a inspiração não orbita diariamente meus neurônios ávidos de cálculos e metrificações, talvez seja porque a vida me paralisou. Perdas... perdas instantâneas e retrógradas, que abalaram meu cotidiano e os planos que eu fazia há algum tempo atrás. Isso é sobre mim, uma descarga de emoções aprisionadas de fora pra dentro. É sobre o mundo que eu conheci, e as asas que nascem constantemente sobre as minhas costas. É sobre as tempestades de alma, os gritos abafados pela agitação das pessoas em volta.
Eu prefiro estar sozinha...
E assim as vezes vem a inspiração. Lá do abismo mais fundo dos pensamentos ocultos pelo inconsciente; dos relapsos de memória que insistem em me perturbar.
Nada me reanima, porém. Procuro em todos os abismos, mergulho nos mais distantes mares dentro de mim - mas continuo paralisada. A ausência de algo que não me vêm à cabeça e a presença da saudade daquilo que nem sequer consigo dar nome me afetam deliberadamente, todos os segundos que sonho acordada. Porque durante à noite os sonhos são outros, fazem parte de outra dimensão, um mundo alheio aos meus problemas de adolescente. Um mundo que pertence ao meu inconsciente de 67 anos de idade, e o qual eu não consigo descrever - porque a alma sente, não diz.
E eu também prefiro sentir. Sentir na realidade aguçada do toque, do cheiro, do olhar.
Tudo em mim é sentimento, cada célula da última camada da derme que transmite impulsos nervosos ao cérebro com os comandos específicos da sensação. E mesmo sabendo que meus olhos me enganam a todo momento, eu ainda prefiro neles acreditar.
Mas para sentir inteiramente, por dentro e por fora, é também necessário mantê-los fechados.
A eternidade também não é assim?
Eu prefiro estar sozinha...
E assim as vezes vem a inspiração. Lá do abismo mais fundo dos pensamentos ocultos pelo inconsciente; dos relapsos de memória que insistem em me perturbar.
Nada me reanima, porém. Procuro em todos os abismos, mergulho nos mais distantes mares dentro de mim - mas continuo paralisada. A ausência de algo que não me vêm à cabeça e a presença da saudade daquilo que nem sequer consigo dar nome me afetam deliberadamente, todos os segundos que sonho acordada. Porque durante à noite os sonhos são outros, fazem parte de outra dimensão, um mundo alheio aos meus problemas de adolescente. Um mundo que pertence ao meu inconsciente de 67 anos de idade, e o qual eu não consigo descrever - porque a alma sente, não diz.
E eu também prefiro sentir. Sentir na realidade aguçada do toque, do cheiro, do olhar.
Tudo em mim é sentimento, cada célula da última camada da derme que transmite impulsos nervosos ao cérebro com os comandos específicos da sensação. E mesmo sabendo que meus olhos me enganam a todo momento, eu ainda prefiro neles acreditar.
Mas para sentir inteiramente, por dentro e por fora, é também necessário mantê-los fechados.
A eternidade também não é assim?
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Doce ilusão
Se hoje consigo descrever minhas memórias, é porque o tempo tenha talvez se encarregado de me desiludir. Ou a foi a ilusão quem se tornou doce e leve, de modo a me poupar das desconfianças do passado, das dúvidas com as quais morrerei. Mas essas dúvidas não são assim tão cruéis, e a própria vida talvez não tenha graça sem as perguntas e as curiosidades incessantes do ser humano. Não há como saber tudo – Sócrates já declarava não saber nada. Quem sou eu para querer saber algo?
Minhas memórias, no entanto, mostram incerteza. Algumas se apagaram, outras estão pouco nítidas. Algumas confundo com meus próprios sonhos, e fico sem prova alguma de terem sido de fato realidade.
Porque o problema de viver tempos muito bons é não saber se comportar quando eles acabam.
- Tudo acaba não? – Ninguém me respondeu.
E o tempo não se clareou. Ao contrário, depois de dias e dias de sol, lá fora chove. Depois de semanas e semanas de lividez e liberdade, lá fora vejo somente a escuridão.
Até quando?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O Universo numa Casca de Noz
Terminei hoje (depois de dois dias) de ler "O Universo numa Casca de Noz", do mais brilhante físico teórico desde Einstein: Stephen Hawking.
Comecei a ler e simplesmente não consegui mais parar. O livro envolve assuntos que te prendem do início ao fim, do Big Bang à um possível limite do Universo. As perguntas mais intrigantes a serem feitas hoje pelo ser humano são respondidas nessa incrível obra de Hawking, apesar de haver algumas questões as quais ainda nem os mais célebres físicos obtiveram resposta.
O tema central do livro, é, na verdade, tentar chegar a uma teoria que unifique todo o Universo, todas as outras teorias, tudo o que acontece em todas as nossas dimensões (seriam elas 11?), mas isso torna-se muito difícil considerando níveis quânticos da matéria, e esse é o grande problema encontrado pelos cientistas nos nossos dias atuais (não vou entrar em detalhes pois não tenho conhecimento o bastante do assunto para poder explicar com clareza).
Hawking conclui o livro de maneira muito elegante, e eu acredito que ele tenha conseguido alcançar o seu objetivo com essa obra, que era o de transmitir os seus conhecimentos físicos - não são poucos, pode acreditar em mim- com uma linguagem simples, para todos aqueles que procuram entender um pouco mais sobre o funcionamento de tudo ao nosso redor.
Eu fui uma dessas pessoas que, abusando de toda a minha curiosidade, pude desfrutar da inteligência de Hawking; ainda ganhei uma viagem pelas curvas do espaço-tempo; rondei nossa galáxia; cheguei aos limites do nosso mundo-brana; sentei em um raio de luz; girei com o spin contrário das minhas partículas opostas; mergulhei em outras 11 dimensões; pendurei-me nas supercordas; joguei poker com Newton, Einstein, o comandante Data e até o próprio Hawking na nave Enterprise (isso só quem leu vai entender); e até saí viva de um buraco negro (isso nem a luz faz!) - quem diria! [...] Me sinto honrada por ter sido uma leitora da obra desse brilhante homem.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Na proximidade do ser
E enfim de perto eu enxerguei. Limpei as lágrimas do olhos e abracei o amor. Não conhecia a felicidade, essa alegria que transbordava da alma: só sabia do ódio, da melancolia, das cargas que pesam ao corpo. Mas o amor que muitos julgam inatingível, então, me atingiu. Abracei-o sim; agarrei e não quis mais soltar.
Há algo de errado comigo? O medo de sofrer me deixou.
Estou exposta.
Mas me sinto bem assim: o amor me protege, está me protegendo... até quando?
Há se fosse assim sempre...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Einstein
"O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, conhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, soa profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta. Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida”.
Albert Einstein (1879 – 1955)
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Fantástico!!!
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Fantástico!!!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Nostalgia
Relembrando dias antigos, pessoas importantes.. Tudo se evaporou diante dos meus olhos. Nos sonhos quando as lembranças aparecem, gosto de guardá-las comigo, gosto da nostalgia. Gosto do trem agitado andando pelos trilhos da vida, mesmo que muitas vezes tortos; deixando para trás a cada segundo um vulto que se vê na estrada, um som que se ouve à distância.
Tempos passados, em que eu era diferente da minha própria maneira, na minha própria semelhança. Particularidades minhas que se foram, algumas que apareceram. Pessoas que chegaram, que partiram; que deixaram pegadas na areia da minha mente semi desértica - ela já está sendo povoada há alguns anos.
Tempos amados! Que clareiam o tempo de hoje. Combustíveis para o meu avanço desarticulado; para as minhas atitudes antes aprisionadas; para toda a minha vida...
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