quarta-feira, 5 de junho de 2013

Bad trip

Fica cada vez mais difícil de contar.

O ritmo de quatro dias de loucura ainda toca na minha cabeça - Onde eu estava? Só bastou saber que estava com você.
O medo me tomou de uma forma descontrolada, agonizante. Eu estava sozinha no mundo e ao mesmo tempo todo o resto da humanidade estava rindo de mim. Na minha cabeça foi tudo tão estrondoso, mesmo agora eu tendo noção de que não era. No momento é bem difícil, o momento se torna a sua vida e se torna o universo inteiro.
Acho que se estivesse sozinha eu teria desmoronado, talvez teria saído gritando, pedindo socorro, pedindo a minha mente de volta. A percepção é tão universal...
Mas eu não estava sozinha, e sei que nunca vou estar. Você entendeu as minhas lágrimas e consolou a minha angústia. Cuidou de mim. Me disse todas as vezes que foram necessárias que ia ficar tudo bem, que estava tudo bem.
Você me abraçou, me cobriu, me esquentou do frio congelante que fazia fora da nossa barraca. Passou a mão no meu rosto, no meu cabelo, prometeu que nunca me deixaria.
O medo diminuía quando você me abraçava e enxugava minhas lágrimas, e eu só consigo lembrar de você dizendo que me amava e que ia cuidar de mim até o fim dos tempos.
A paranoia continuava, o universo estava todo dentro da minha cabeça... O medo de morrer era inerente e a minha respiração parecia estar tão escassa.
Mas você cuidou de mim, e depois de um certo tempo o efeito tinha ficado menos intenso. Você me abraçou, me esquentou mais um pouco, me disse outras mil coisas bonitas.
Depois desse tempo, e de muito medo, eu acabei conseguindo dormir...
Voltei pro meu inconsciente, onde há uma hora atrás eu morria de medo de estar. Eu chorava ao fechar os olhos.
Mas eu insisti, e depois de algum custo, eu caí no sono.
Acordei no outro dia ao lado do homem da minha vida, e sabia que como na noite passada, ele cuidaria de mim para toda a eternidade...