Vontade de escrever, ponto. Os dias se esvoaçando como poeira no céu, e a dor de cabeça pontiaguda me cutucando agora quase que constantemente.
Qual é o tempo em que se para, se olha, e se diz: Eu sou feliz?
Eu não sei.
As vezes queria ser mais interessante, ter nascido numa cidadezinha pequena no leste da Suíça, ter algum talento nato pra arte e ser um pouco mais louca pra algumas coisas.
Mas não sou.
Sou Rio Claro. Sou outubro de 1992, sou educação tradicional de pais que são ainda casados. Sou os erros, os arrependimentos já até esquecidos, sou minhas escolhas e delas me colherei eternamente.
Mas e a felicidade? E quando por mais que você esteja feliz, não sobra tempo pra você esbanjar um pouco dela? E as vezes também não sobra tempo pra si mesmo...
Eu não sei, não sei.
Talvez eu precise de mais tempo, mas o tempo se dispara pra longe cada vez que eu penso em agarrá-lo.
Eu queria estar sã, ser sã. Mas não sou.
E o tempo para os loucos é outro, meu caro. Sinto dizer...