quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Fim de 2014

Esse ano não vai ter texto nenhum, porque esse ano teve vida demais! Só quero dizer que 2014 foi o melhor ano da minha vida! GRATIDÃO UNIVERSO!

Tempos que não vivi

Olhando para as fotografias, lembranças embaçadas, descoloridas, de um tempo tão longe e tão perto de mim. Não quero fazer poesia, mas de um jeito engraçado as palavras parecem surgir.Os rostos, os olhos, as lágrimas capturadas e esquecidas. Por quanto tempo eu viveria assim? Muitas vezes me pergunto o motivo, a razão. Não chego a nenhuma conclusão. Mas a melodia rouca ao fundo, me lembra o passado. O passado que jaz em mim e que em mim nunca viveu. O passado que eu revivo a cada nota, e me pergunto se um dia já me pertenceu. Tempos atrás, anos esquecidos no timbre da voz que recordo vozes que morreram com tiros, e corações que não perdoam jamais. Corações que não esquecem jamais.

sábado, 29 de novembro de 2014

Paul McCartney faz chover

Talvez o que eu vou falar soe clichê. Talvez você que está lendo não entenda muito bem a dimensão dos meus sentimentos, mas talvez esse entendimento não seja necessário. É que sinto que preciso externar o que vivi enquanto as memórias ainda encontram-se frescas na minha mente. A noite de 25 de novembro foi exaustiva, dolorosa e molhada - muito molhada. Como se não bastasse as queimaduras de um sol forte que desde as 10 da manhã brilhou na minha pele naquela espera eterna da fila, ao entardecer a chuva caiu torrencialmente para lavar nossas almas cansadas. "Paul McCartney faz chover" foi o que ouvi de um jornalista, e nada mais justo para se dizer. O Paul faz chover, faz chorar, faz gritar incansavelmente por um único olhar na multidão. A espera de quase 12 horas me fez ansiosa e inquieta, é sempre cansativo mas sempre vale a pena. E então as 21h45 do dia 25 de novembro de 2014, ele surgiu na minha frente mais uma vez. No início é difícil assimilar. Demorou o tempo de umas 10 músicas para eu realmente entender quem era aquela pessoa com cara de passarinho que estava ali há 5 metros de mim. Demorou, mas aí eu entendi e me despedacei. O senhor de 72 anos que eu via ali era também o rapaz de 25, com toda a energia e vitalidade que eu imagino que mostrava em um show nos anos 60. As rugas declaram a idade, mas nos passos, nos sorrisos e nos olhares eu enxergava o Paul de sempre, o garoto de Liverpool com seu violão, que um dia conheceu um outro rapaz chamado John e então juntos mudaram o mundo. Estar em um grande show é como fazer parte da história. Eu olhava ao meu redor e enquanto a chuva caía forte nos meus olhos eu me perdia no tempo. Podia ser 2014 mas podia também ser 67 - quem pode dizer que não? E depois de Eight Days a Week, I've just seen a face, We can work it out, Let it be e tantas outras cancões que nunca cansamos de ouvir, chegou Hey Jude para me enlouquecer de vez. É sempre a parte mais emocionante - ouvir o coro de milhares de pessoas numa harmonia perfeita de um refrão tão conhecido e tão amado. A chuva caiu mais forte durante Hey Jude, e foi maravilhoso. O tempo parou, eu não pensei em mais nada, não filmei, não tirei fotos. Estava de corpo e alma presentes, soluçando de tanto chorar e cantando um na na na na na rouco que em minha cabeça ecoava o estádio todo. O na na na na é como um grito de guerra, uma multidão que se aglomerou toda pela mesma razão tentando dizer "estamos aqui por você!". Tenho certeza que ele também não se cansa de nos ouvir no looping infinito do na na na na na - a música é sempre igual mas ela nos transforma toda vez. O show durou quase três lindas horas, que passaram como um minuto mas duram na minha mente como os 50 anos de história que ele construiu - com os Beatles, Wings ou sozinho mesmo. A chuva parou assim que o show terminou, deixando tudo mais seco e mais triste, e nós partimos como quem se despede de um grande amor - com aquela esperança incessante de o ver novamente. Essa certeza eu nunca terei, mas me sinto completamente feliz e realizada por ter tido a chance de vivenciar 2 shows maravilhosos e ter feito parte dessa história linda. Ele também terá de partir, assim como seus amigos de banda e de vida fizeram há algum tempo. Mas sinto que a cada música tocada, aonde quer que seja, existe uma parte de todos eles que ainda vive. E se o Paul representa o remanescente de uma das coisas que eu mais amo na vida, tenho certeza quando digo que o show foi um dos momentos mais inesquecíveis da minha existência toda. E aposto que John e George também estavam lá, caindo em cada gota de chuva que enxaguava nossas almas da tristeza de um mundo sem os Beatles - e nos lembrava de que sempre seria possível imaginar.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Recordando que se ama

Como se saber quando se ama alguém? Acho que é quando fica fácil se lembrar do primeiro momento em que o viu. 

Com os outros, que já passaram ou passarão, este momento foi perdido pois muitas outras lembranças mais importante tomaram aquele espaço, ou você simplesmente não prestou atenção suficiente. Não há recordações do primeiro olhar, da cor da camisa, do clima que fazia ou do que se estava sentindo. Não há os fogos de artifício imaginários ou as borboletas no estômago. Não há nada pois não é necessário haver, não é o amor hipnotizante te chamando.

Acho que se sabe que é amor quando cada detalhe deste momento do primeiro encontro fica guardado. 

Eu lembro-me de tudo de quando te conheci. Lembro da chuva serena e tranquila que caia do céu, deixando a atmosfera um pouco mais triste mas também mais aconchegante; lembro-me do seu olhar já querendo me cumprimentar e também de toda a minha ansiedade querendo te dar um oi; lembro-me da sua roupa, de tocar seu braço, da como você me chamou pelo nome completo logo de cara. Sua camisa vermelha, seu cabelo liso caindo de lado numa feição perfeita; os detalhes do seu rosto, vindo até mim, me dando um aperto de mão. Nossas brincadeiras tímidas e já tão apaixonadas.

Acho que é assim que se sabe. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cansaços e descansos

Me preparando para uma semana de caos... Ombros doloridos, sentindo todo o peso da responsabilidade. Ah, que a vida seja mais descanso do que velocidade, que seja mais amor do que desprezo... 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Palavras

Minhas palavras soam quase sempre rudes demais ou amenas demais. Não consigo encontrar um equilíbrio em que a expressão seja sensata e compatível com meus pensamentos. Saiba que eu falo através dos olhos...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Linda juventude

E eu aqui, ouvindo músicas de um tempo distante, de uma infância que nem parece mais a minha. Dos domingos felizes, nos quais era fácil viver e o difícil era escolher entre pega-pega ou esconde-esconde. Tantas melodias guardadas na alma, melodias não somente de notas, mas de cores e tons. De gostos. Tantas lembranças, tantos acasos. 
Como transformar a sala de estar em uma fortaleza, em um castelo, onde só as mais belas estórias eram contadas. Lençóis eram telhados e os corredores construídos com cadeiras eram tão grandiosos como um palácio. Era tudo parte de um reino distante, lindo e colorido, do qual éramos os donos. Quantas estórias! Páginas e páginas poderiam ter sido escritas com aquelas palavras da senhora mais nobre do reino. Palavras que preenchiam nossas vidas com doçura e encanto, naqueles domingos tranquilos e distantes.
E a melodia que agora ouço me leva para dentro desse castelo, , onde toda a família se encontrava.

Hoje, como nunca antes, senti saudade da minha família toda reunida nesses domingos tão bonitos.Mas existem coisas que foram feitas para ficar apenas na memória - e nas melodias.

História e estórias. Acho que família é isso.



sábado, 1 de março de 2014

The pray of the humming bird

The pray of the humming bird

Lonely as I was,
My thougths were all I could hear
Through the wild, though
The sounds of heaven
Were also calling me
It was deafening, the silence
The silence of a hundred claws
Crawling on the surface of my skin
And all over my mind
But suddenly, a terrifying noise
Dark wings flapping,
Slaping me on the face
Like it was not terrifying at all
It was only the sound
Of the pray of the humming bird
Begging for my weak, naked soul
While the rain comes to wash
The solitude of both our hearts
Down by the river,
The humming bird was all I had
The fear and the courage
Were all mixed in my head
But a pray sung in the forest
Remains forever
As the humming Bird
Would at any moment
Be only dead


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Escolhas

(...) É que no fim, tudo são escolhas. 

Venho me perguntando sobre qual caminho seguir, duvidando sobre o incerto, questionando o duvidoso, e desconfiando do correto. Mas sinto que, de um jeito ou de outro, quando se escolhe um caminho todos os outros são deixados para trás - e não há como caminhar de costas, a vida é uma via de mão-única.

Nao existem possibilidades, existem caminhos e existe uma possibilidade apenas - aquela da sua única escolha, que impreterivelmente precisa deixar as outras possibilidades para trás.

O hipotético é tão inútil - nada se constrói de hipóteses, são os fatos que se empilham para formar a muralha, são os dias, as ações. Não faz sentido viver de possibilidades inexistentes, de conjecturas inférteis. 

Tudo são escolhas.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Início de 2014: cansaços e felicidades

Primeiro mês de 2014: cansaços e felicidades. Não me parece justo o que foi me dado nesse início de ano, tanta agitação pra quem só pedia por paz, mas ao mesmo tempo, tanta esperança.
De doze partes, uma já se perdeu na dimensão do tempo, ficou pra trás, se esvaeceu no deserto dos sonhos e dos segundos vividos.
Mas que engraçado é o tempo... mistério de milênios e eternidades, e de ínfimos momentos, breves como um sorriso.
Comecei 2014 com muitas metas e objetivos, mas só agora percebo - as metas de início de ano são muito mais um desejo de autossatisfação do que objetivos concretos e irrefutáveis. Elas são o último sopro de esperança que resta depois dos últimos 365 dias, e elas gritam por renovação, por ilusões e sonhos.
Apesar de tudo, eu só queria deixar um lembrete a mim mesma: o tempo pode até correr, mas não se apresse - o universo flui sempre no ritmo que deve fluir, e ele traz sempre as mais belas conquistas quando olhamos com calma e gratidão para a vida.