Com os outros, que já passaram ou passarão, este momento foi perdido pois muitas outras lembranças mais importante tomaram aquele espaço, ou você simplesmente não prestou atenção suficiente. Não há recordações do primeiro olhar, da cor da camisa, do clima que fazia ou do que se estava sentindo. Não há os fogos de artifício imaginários ou as borboletas no estômago. Não há nada pois não é necessário haver, não é o amor hipnotizante te chamando.
Acho que se sabe que é amor quando cada detalhe deste momento do primeiro encontro fica guardado.
Eu lembro-me de tudo de quando te conheci. Lembro da chuva serena e tranquila que caia do céu, deixando a atmosfera um pouco mais triste mas também mais aconchegante; lembro-me do seu olhar já querendo me cumprimentar e também de toda a minha ansiedade querendo te dar um oi; lembro-me da sua roupa, de tocar seu braço, da como você me chamou pelo nome completo logo de cara. Sua camisa vermelha, seu cabelo liso caindo de lado numa feição perfeita; os detalhes do seu rosto, vindo até mim, me dando um aperto de mão. Nossas brincadeiras tímidas e já tão apaixonadas.
Acho que é assim que se sabe.
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