Ah! E que vontade linda de te encontrar, sentar na varanda, tomar um café. Me refazer dos seus beijos e olhares, das suas confusões e certezas. Te olhar fundo, provocando. Sentir e sentir e sentir de novo a alegria de te ter por perto.
Quantas ironias!
sábado, 27 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Da libertação e serenidade
Parei um instante, prestei atenção. Refiz meus pensamentos, deixei os neurônios se ligarem de novo e senti no coração a peculiaridade daquele momento.
Eu estava satisfeita, não precisava de mais nada.
Foi de uma liberdade tão extrema que meus olhos se fecharam para senti-la melhor e tudo que eu pude fazer foi ceder ao momento e ao adeus.
É preciso saber a hora de deixar, de partir. É necessário a desconfiança e o desapego - dos sentimentos, das insistências.
E as epifanias vieram enquanto os minutos seguintes que se desmancharam pelas minhas mãos. Aquela nova percepção de espaço e de felicidade.
Acho que só o amor mesmo.
(...)
Mas não sei, não. Ainda falta muito pra caminhar e percorrer e aperfeiçoar e construir. Mas o que agora posso afirmar é que foi dado mais um passo - mais uns anos luz em direção ao sol, em direção a luz! Aquela luz da qual tanto preciso, a qual tanto quero e aprecio. A luz que traz paz e serenidade - o bem estar de uma vida aberta, tão externa quanto a casca da fruta, pronta para ser devorada e digerida.
(...)
E eu acho que só o amor mesmo.
Eu estava satisfeita, não precisava de mais nada.
Foi de uma liberdade tão extrema que meus olhos se fecharam para senti-la melhor e tudo que eu pude fazer foi ceder ao momento e ao adeus.
É preciso saber a hora de deixar, de partir. É necessário a desconfiança e o desapego - dos sentimentos, das insistências.
E as epifanias vieram enquanto os minutos seguintes que se desmancharam pelas minhas mãos. Aquela nova percepção de espaço e de felicidade.
Acho que só o amor mesmo.
(...)
Mas não sei, não. Ainda falta muito pra caminhar e percorrer e aperfeiçoar e construir. Mas o que agora posso afirmar é que foi dado mais um passo - mais uns anos luz em direção ao sol, em direção a luz! Aquela luz da qual tanto preciso, a qual tanto quero e aprecio. A luz que traz paz e serenidade - o bem estar de uma vida aberta, tão externa quanto a casca da fruta, pronta para ser devorada e digerida.
(...)
E eu acho que só o amor mesmo.
domingo, 21 de outubro de 2012
O tempo não pára, e agora já se vão meus 19.
O tempo não pára, meu amigo. O sol nasce todos os dias para nós e as horas se vão como estrelas cadentes a cada sessenta minutos que contam no relógio. As horas se vão, a gente se vai.
Sinto em minha pele os desastres do tempo. Sinto no coração os apelos da alma.
Completar vinte anos de existência e sentir como se já carregasse um século - pesa demais nos ombros.
Pois carrego. Carrego meus vinte, meus cem; carrego a amargura de uma alma aprisionada e de asas cortadas, arrancadas. Carrego meus precipícios e salto de vez em quando - quando bate o desespero de me enxergar na atualidade assustadora na qual obrigatoriamente me inseriram - eu não pedi.
E que os cegos me perdoem por tanto desdém, mas nossos olhos não prestam. São de uma funcionalidade tão superficial, desnecessária. Eles marcam a nossa existência e medem os defeitos, de cima a baixo. Juro que não precisava disso...
Juro que só precisava de amor e ponto. Amor que acolhe, que compartilha. Juro que é tudo que preciso e quero. Pois meus vinte anos hoje são feitos de solidão, angústia e culpa, enquanto na verdade deveriam ser feitos de chocolate, de azul de céu, de mar. Deveriam ser feitos de sol, lá, si; de melodias carregadas de vida. E de paixão.
Talvez seja assim em um universo bem distante, paralelo. Outra história, mesmo destino. Diversos caminhos a serem traçados mas a mesma e única meta no fim - fazer viver ter valido a pena.
E não é que ainda da tempo?
Vamos ver...
Sinto em minha pele os desastres do tempo. Sinto no coração os apelos da alma.
Completar vinte anos de existência e sentir como se já carregasse um século - pesa demais nos ombros.
Pois carrego. Carrego meus vinte, meus cem; carrego a amargura de uma alma aprisionada e de asas cortadas, arrancadas. Carrego meus precipícios e salto de vez em quando - quando bate o desespero de me enxergar na atualidade assustadora na qual obrigatoriamente me inseriram - eu não pedi.
E que os cegos me perdoem por tanto desdém, mas nossos olhos não prestam. São de uma funcionalidade tão superficial, desnecessária. Eles marcam a nossa existência e medem os defeitos, de cima a baixo. Juro que não precisava disso...
Juro que só precisava de amor e ponto. Amor que acolhe, que compartilha. Juro que é tudo que preciso e quero. Pois meus vinte anos hoje são feitos de solidão, angústia e culpa, enquanto na verdade deveriam ser feitos de chocolate, de azul de céu, de mar. Deveriam ser feitos de sol, lá, si; de melodias carregadas de vida. E de paixão.
Talvez seja assim em um universo bem distante, paralelo. Outra história, mesmo destino. Diversos caminhos a serem traçados mas a mesma e única meta no fim - fazer viver ter valido a pena.
E não é que ainda da tempo?
Vamos ver...
sábado, 20 de outubro de 2012
Nostalgic
And the rain felt like happiness even in the darkest days.
Life was peaceful, clear. The roads were always leading me to some place where I'd die to be and the skies were never so beautiful.
I remember the smell of the grass outside my room and our messed kitchen. I remember the keys and the long walks to town. I remember the bus rides and those little sweets in all those pretty coffee places. I remember the huge buildings, where knowledge used to be made. I remember the mazes, the games, the fun. I remember the voices, the faces, the hours that I spent with you - Wondering if I would ever see you again.
I remember that feeling - the most lovely of all my existence.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Últimos suspiros
É que sabe, eu tenho me assustado bastante ultimamente - com meus pensamentos, minhas idéias, minhas atitudes.
E falo dos meus pensamentos tão naturalmente comigo mesma, ainda sim. Só sei que assustariam os outros muito mais que a mim... acho que haveria um certo tipo de desaprovação seguido de afastamento e talvez um pouco de pena.
Mas sabe, não entendo. O que tem de tão errado em querer parar de viver um pouco?
E falo dos meus pensamentos tão naturalmente comigo mesma, ainda sim. Só sei que assustariam os outros muito mais que a mim... acho que haveria um certo tipo de desaprovação seguido de afastamento e talvez um pouco de pena.
Mas sabe, não entendo. O que tem de tão errado em querer parar de viver um pouco?
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Deve ser assim o amor...
E deve ser assim o amor - o coração batendo forte no peito e o sorriso perdido no rosto.
Brisa de verão.
Estou sentindo e sinto não porque me mandei antes - estou me mandando parar mas o sentimento já se é, em todos os seus milímetros de amor e ternura.
Estou sentindo e sinto não o já alcançado - estou é bem longe de alcançar, de tocar, de ser também o alvo como ele já o é pra mim.
E deve ser assim o amor...
Brisa de verão.
Estou sentindo e sinto não porque me mandei antes - estou me mandando parar mas o sentimento já se é, em todos os seus milímetros de amor e ternura.
Estou sentindo e sinto não o já alcançado - estou é bem longe de alcançar, de tocar, de ser também o alvo como ele já o é pra mim.
E deve ser assim o amor...
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Início de outubro e a vida já rasgada
E foi então que eu percebi que estava viciada na dor - aquela dor que arranca não só água dos olhos mas também um pouco de vida da existência. Insistir na mesma dose diária de angústia, desespero, culpa e autodestruição não pode ter outro nome senão vício, e esse vício me consome assim de dentro pra fora e de fora pra dentro e me consome como se fosse tudo o que restasse.
"Do que você tem medo?"
Ah! Os paradoxos da mente humana...
"Eu tenho medo de mim" - Eu responderia, sem medo algum de julgamento.
O único julgamento que temo é o meu, perante toda a minha covardia e incapacidade.
Eu tenho medo da minha própria mente...
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