domingo, 21 de outubro de 2012

O tempo não pára, e agora já se vão meus 19.

O tempo não pára, meu amigo. O sol nasce todos os dias para nós e as horas se vão como estrelas cadentes a cada sessenta minutos que contam no relógio. As horas se vão, a gente se vai.
Sinto em minha pele os desastres do tempo. Sinto no coração os apelos da alma.
Completar vinte anos de existência e sentir como se já carregasse um século - pesa demais nos ombros.
Pois carrego. Carrego meus vinte, meus cem; carrego a amargura de uma alma aprisionada e de asas cortadas, arrancadas. Carrego meus precipícios e salto de vez em quando - quando bate o desespero de me enxergar na atualidade assustadora na qual obrigatoriamente me inseriram - eu não pedi.
E que os cegos me perdoem por tanto desdém, mas nossos olhos não prestam. São de uma funcionalidade tão superficial, desnecessária. Eles marcam a nossa existência e medem os defeitos, de cima a baixo. Juro que não precisava disso...
Juro que só precisava de amor e ponto. Amor que acolhe, que compartilha. Juro que é tudo que preciso e quero. Pois meus vinte anos hoje são feitos de solidão, angústia e culpa, enquanto na verdade deveriam ser feitos de chocolate, de azul de céu, de mar. Deveriam ser feitos de sol, lá, si; de melodias carregadas de vida. E de paixão.
Talvez seja assim em um universo bem distante, paralelo. Outra história, mesmo destino. Diversos caminhos a serem traçados mas a mesma e única meta no fim - fazer viver ter valido a pena.
E não é que ainda da tempo?

Vamos ver...




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