E foi então que eu percebi que estava viciada na dor - aquela dor que arranca não só água dos olhos mas também um pouco de vida da existência. Insistir na mesma dose diária de angústia, desespero, culpa e autodestruição não pode ter outro nome senão vício, e esse vício me consome assim de dentro pra fora e de fora pra dentro e me consome como se fosse tudo o que restasse.
"Do que você tem medo?"
Ah! Os paradoxos da mente humana...
"Eu tenho medo de mim" - Eu responderia, sem medo algum de julgamento.
O único julgamento que temo é o meu, perante toda a minha covardia e incapacidade.
Eu tenho medo da minha própria mente...
Nenhum comentário:
Postar um comentário