quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Início de outubro e a vida já rasgada

E foi então que eu percebi que estava viciada na dor - aquela dor que arranca não só água dos olhos mas também um pouco de vida da existência. Insistir na mesma dose diária de angústia, desespero, culpa e autodestruição não pode ter outro nome senão vício, e esse vício me consome assim de dentro pra fora e de fora pra dentro e me consome como se fosse tudo o que restasse.

"Do que você tem medo?"

Ah! Os paradoxos da mente humana...

"Eu tenho medo de mim" - Eu responderia, sem medo algum de julgamento.

O único julgamento que temo é o meu, perante toda a minha covardia e incapacidade.

Eu tenho medo da minha própria mente...


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