quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Da libertação e serenidade

Parei um instante, prestei atenção. Refiz meus pensamentos, deixei os neurônios se ligarem de novo e senti no coração a peculiaridade daquele momento.
Eu estava satisfeita, não precisava de mais nada.
Foi de uma liberdade tão extrema que meus olhos se fecharam para senti-la melhor e tudo que eu pude fazer foi ceder ao momento e ao adeus.
É preciso saber a hora de deixar, de partir. É necessário a desconfiança e o desapego - dos sentimentos, das insistências.
E as epifanias vieram enquanto os minutos seguintes que se desmancharam pelas minhas mãos. Aquela nova percepção de espaço e de felicidade.
Acho que só o amor mesmo.

(...)

Mas não sei, não. Ainda falta muito pra caminhar e percorrer e aperfeiçoar e construir. Mas o que agora posso afirmar é que foi dado mais um passo - mais uns anos luz em direção ao sol, em direção a luz! Aquela luz da qual tanto preciso, a qual tanto quero e aprecio. A luz que traz paz e serenidade - o bem estar de uma vida aberta, tão externa quanto a casca da fruta, pronta para ser devorada e digerida.

(...)

E eu acho que só o amor mesmo.

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