terça-feira, 29 de novembro de 2011

É como um tapa na cara, uma picada de abelha, dar conta de que se morre. Não se dar conta, porém, é como andar em círculos… Não funciona de verdade.

Amar funciona e sentir funciona. Cálculos não; São um atraso pra vida da gente, montar planos todos os dias. A fluidez de ser gente é tão mais bela do que as metrificações que alguns usam pra escapar da correnteza, pra remar contra o caminho em que se está.

Já estamos aqui… no mesmo barco, na mesma aventura. Não vejo motivos verdadeiramente razoáveis pra não se entregar e não se deixar levar, por amores fantasiosos ou viagens que não tem fim, por monstros que te puxam pro fundo do lago ou por fadas que ninguém mais vê.

É tudo um emaranhado de fios que nunca se desembaraçam e não tem forma fixa. Nada de valor tem forma fixa. A vida não tem. O amor não tem. A paz… O Universo. E Deus.

Deus é eterno e a eternidade é tão fluida como nossos pensamentos e sonhos. E a realidade que os contorna é o que faz nós também sermos eternos (em nós mesmos e naqueles que amamos).

Porque a morte se afasta, mesmo que por um segundo, do homem que ama verdadeiramente. E depois retorna, mais fraca e menos temida. E é quando se dá conta de que também ela é real, e que pertence ao destino de todos os homens que por aqui já passaram. Como nós…

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