Eu sabia que não estava perdida mas aquela ânsia de se perder propositalmente era tão grande. As árvores me chamavam para dentro da floresta, onde eu podia dançar e correr e conversar com os animais e as plantas. O cheiro da terra e aquele silêncio quase que ensurdecedor eram muito irresistíveis.
Eu não estava perdida, mas durante algum tempo eu escolhi me perder.
Olhei para as estrelas e no breve período que dura uma respiração, eu decidi. Eu corri e corri e andei e corri e tudo parecia diferente aos meus olhos ansiosos e confusos. A corrida só me cansou e eu queria voltar à minha caminhada leve e lenta, aquela na qual eu sentia o vento e cantarolava e não pensava em nada senão aproveitar a vista e reparar nos detalhes do universo.
Eu não estava perdida, mas durante algum tempo eu escolhi me perder.
Olhei para as estrelas e no breve período que dura uma respiração, eu decidi. Eu corri e corri e andei e corri e tudo parecia diferente aos meus olhos ansiosos e confusos. A corrida só me cansou e eu queria voltar à minha caminhada leve e lenta, aquela na qual eu sentia o vento e cantarolava e não pensava em nada senão aproveitar a vista e reparar nos detalhes do universo.
A pressa estragou a caminhada e naquele instante ínfimo de decisão é que se repousa todo o ressentimento humano.
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