Venho sentindo uma necessidade interna de não sei o que. Sinto que talvez eu tenha me distanciado de minhas raízes, aquelas que são íntimas e familiares só no meu mundo. As palavras tem se negado para mim, assim como os acordes e arranjos que antes soavam tão mais simples aos meus toques e ouvidos.
O tempo não me fez nada melhor. Foi o que minhas mãos fizeram com o tempo que me transformaram. Não quero mais inércia nenhuma, não quero os segundos se esvoaçando no vento porque disso já basta a vida passando numa cadência difícil de acompanhar por completo.
Sinto que me perdi... Mas eu me perco todos os dias. Perco-me nas multidões de desejos e esperanças que batem forte em meu peito. Perco-me nas decisões e nas insistências, perco-me na rotina que não quero para mim.
Eu não sei bem o eu quero pra falar a verdade, e também ainda não sei quem sou. Mas os dias parecem mais amenos quando deslocamos o foco e talvez seja por isso que estou sempre desatenta.
Minha desatenção me irrita, mas ela é também a minha maior distração.
Fonte da leveza do meu ser, a minha desatenção funciona bem pra mim. Só não quero a inércia, dela já estou cheia.
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