segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Às margens da minha existência eu fui me deixando, poluindo as águas claras e brilhantes que um dia me preenchiam... de beleza e felicidade. Pisquei os olhos e estava sentada sozinha, me amargurando toda, lembrando de como a vida me fazia bem. Senti a dor, rasguei a pele, deixei as águas agora turvas escorrerem pelo meu rosto.
Ah, meu rosto com marcas do tempo! Quase 20 anos e nenhum sinal de vida - As expectativas quebradas e a realidade pedindo carona. Meu sorriso seco, falso, digno de rendição e complacência acompanhando meus olhos, perdidos no horizonte do mundo que me apresentam agora e não é nada como eu sonhava.
Sentir a dor é o que eu preciso pois sofrer é para os fortes. Viver é sofrimento alheio à algumas pequenas felicidades instantâneas, e viver, de verdade, é para os que insistem.
Insistir em ser, em explorar, em se impor. Desejos e ilusões são fantasias infantis de um mundo que desmorona quando se pega sentado, mirando o destino e não vendo nada senão o momento ínfimo desse instante.


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