E eu só precisava dizer que eu quero os terremotos e os avalanches. Quero as enchentes e os furacões, quero tudo de mais intenso e mortal que puder existir - porque o amor em si é tão fatal que mata tanto quando existe e também quando não.
Porque eu não consigo permanecer racional enquanto amo e o amor não é coisa de se sentir pela metade - você sabe quando ama alguém.
E eu queria expressar o quanto de felicidade você me traz mas isso já nem é possível, é tanta felicidade que me faz engasgar ao tentar pronunciá-la. E é sublime, sabe, assim como estar com você. E ter o seu cheiro encrustado à minha pele no fim do dia é tudo o que eu quero pra minha alegria cotidiana.
E talvez viajar com você, tomar um café no fim da tarde ou em uma manhã chuvosa depois de acordarmos juntos na sua cama. Respirar no mesmo ritmo, andar na mesma velocidade. Compartilhar risos e também desgraças (mas que essas sejam pouco frequentes).
E eu precisava dizer que eu quero me render. Mergulhar nas terras desconhecidas da sua alma e amar cada peculiaridade da sua existência - cada detalhe, cada defeito, cada perfeição. Precisava dizer que te amo, e é assim simples o que eu sinto - como sentir a chuva caindo e adorar que a roupa mais linda que eu tenho está sendo encharcada.
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