Não sei como contar. Tento organizar as palavras e nada - A única imagem que me vem à cabeça são aqueles olhos infinitos que compartilharam sua existência comigo.
Tentei me conter, tentei não chorar, eu juro. Mas foi quase inútil minha tentativa - As lágrimas desceram como um rio, deliberadamente sem direção. Eram lágrimas felizes porque estavam expostas. Naquele momento, num ínfimo instante que mudou meu mundo, eu estava exposta e tudo estava exposto. Ele estava exposto à mim também.
Ah, o silêncio do encontro!
É tão difícil se concentrar, se puxar de volta ao chão. Porque tudo de repente só faz sentido dentro daqueles olhos e não há nada mais perfeito no mundo; nada mais completo.
E se eu quisesse mesmo descrever esse momento - coisa que eu talvez nem queira porque é de uma intimidade tão nossa - eu diria que é como a morte. A morte seguida de uma ressurreição das suas próprias cinzas. Eu me matei naquele momento para ressurgir como amor; como vida compartilhada.
Foi lindo, lindo. De uma emoção assim quase que universal. Eu me senti infinita porque o nosso amor é infinito, e tudo que viveremos vai ser eterno.
Eu estou tentando contar, mas acredite, não está funcionando. Não estou conseguindo traduzir o que senti, muito menos a energia daquele encontro, daquele olhar, daquela conversa.
Acho que é algo de só se sentir mesmo.
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